TMO: Mais de 1.500 transplantes
A hematologia brasileira conseguiu mais uma importante conquista. O Programa de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP ultrapassou a barreira dos 1.500 transplantes. No total foram 1.515 transplantes sendo 916 alogênicos, 583 autólogos e 16 alogênicos não aparentados. A equipe chefiada pelo professor Doutor Frederico Luiz Dulley, foi classificada como “de excelência” pelo Ministério da Saúde. O primeiro transplante foi realizado em 1988.
Parabéns
A SBHH enviou uma mensagem ao Dr. Dulley, assinada pelo seu presidente Dr. Carlos Chiattone, com o seguinte texto:
“A diretoria da SBHH parabeniza a equipe do Programa de Transplante de Medula Óssea da FMUSP-SP, chefiado pelo Prof. Dr. Frederico Dulley, por ter ultrapassado a barreira dos 1.500 transplantes. Trata-se de marco de expressão internacional, motivo de orgulho para a hematologia brasileira".
Entrevista
A Assessoria de Imprensa da SBHH entrou em contato com o Dr. Dulley, que concedeu a seguinte entrevista:
O que representa essa conquista?
É uma conquista excelente. Estamos entre os primeiros centros de transplantes do mundo. Poucos centros já ultrapassaram esta marca. Na classificação mundial estamos entre os cinco maiores, com média de 15 a 20 transplantes por mês. Vamos consolidar a quarta colocação ao ultrapassarmos, este ano, a marca de 200 transplantes.
Por que o TMO vem crescendo no Brasil?
O autotransplante cresce atualmente principalmente pela maior indicação deste procedimento nos Mielomas Múltiplos, Doenças de Hodgkin e Linfomas. Além disto, cada vez mais tem sido utilizado no tratamento das doenças autoimunes.
Como está a posição do Brasil atualmente em relação aos países do Primeiro Mundo em relação ao TMO?
Os resultados no Brasil são praticamente idênticos aos da literatura internacional.
A população está mais conscientizada sobre doação de medula óssea?
O programa de Transplante não Aparentado no Brasil, evoluiu muito, seja pela grande preocupação da população em ajudar o próximo, como a ação efetiva do Banco de Doadores e Recepetores de Medula Óssea que é Administrado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), na cidade do Rio de Janeiro.
O que pode ser feito para ampliar o número de transplantes?
A marca mensal para ser aumentada gradualmente, depende da experiência dos serviços de transplante, do nível de competência dos Hospitais e da necessidade de espaço para poder crescer.
Quais são as metas para os próximos anos?
A meta para o programa de Transplante de Medula Óssea no Hospital das Clínicas para os próximos anos é de se pelo menos tentar manter o número de transplantes em 200 por ano, com o esforço de cada vez mais aperfeiçoarmos o trabalho de atendimento destes pacientes. |