Congresso Pan Amazônico
A Fundação Hemoam, hemocentro do Amazonas, iniciou no último dia 27 de junho o 1º. Congresso Pan-Amazônico de Hematologia e Hemoterapia. O evento, que inicialmente tinha previsão para 1 mil pessoas, superou as expectativas com mais de 1.300 participantes, de todo o Brasil.
A presidente do Congresso, Leny Passos, destacou a importância do evento. “Uma das peculiaridades do 1º. Congresso é a abrangência multidisciplinar. Os desafios de cada profissional para o desenvolvimento técnico-científico da hematologia e hemoterapia”, disse Leny.
No primeiro dia de evento, foram apresentadas conferências e mesas-redondas abordando os temas de captação, imunohematologia, anemias, psicologia hospitalar, gestão, oncohematologia clínica e fisioterapia. Nesta quinta-feira (dia 28), estão sendo discutidos controle de qualidade e hemovigilância, doenças transmissíveis por transfusão, triagem clínica, odontologia e hemostasia, além de oncohematologia pediátrica e enfermagem.
O presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), Dr. Carlos Chiattone ministrou palestras no dia 27 e 28 sobre oncohematologia clínica. Em entrevistas à mídia amazonense, ele falou sobre a situação da hematologia e hemoterapia no Brasil. “Podemos comparar o que estamos praticando aqui no Brasil com o que está sendo feito nos países mais desenvolvidos. Temos como base uma legislação rigorosa para transfusão de sangue, oriundas das dificuldades e aprendizado com a aids e demais doenças transmissíveis pelo sangue”, disse Chiattone.
Sobre o 1º. Congresso Pan-Amazônico de Hematologia e Hemoterapia, que se encerra na sexta-feira, dia 29, Chiattone destacou a importância da integração dos mais variados profissionais para o avanço da medicina. “Hoje o desafio é promover a interdisciplinaridade assim como o intercâmbio de conhecimentos através da variedade de profissionais”, destacou.
Chiattone falou ainda sobre a necessidade do processo de sensibilização da doação de sangue. “Estamos hoje praticamente com a doação para determinados pacientes, ou seja, a doação de reposição. O Brasil precisa trabalhar muito mais para que a população possa entender o processo humanitário. Precisamos transformar o doador esporádico em permanente”.
Abertura no Teatro Amazonas com Homenagem
Na abertura oficial do 1o. Congresso Pan-Amazônico de Hematologia e Hemoterapia, realizada no dia 27, às 9 horas, no Teatro Amazonas, símbolo histórico da cidade de Manaus, construído no período áureo da borracha, a diretora do Hemoam, Leny Passos, realizou homenagem especial ao dr. Luiz Gonzaga dos Santos, médico que trouxe para Manaus a causa e a idéia da hemoterapia (doacão e transfusão de sangue), incentivando a criação do banco de sangue e realizando treinamento de recursos humanos capacitados para executar a atividade.
Leny ressaltou a importância do incentivo que o médico realizou há 25 anos - período de existência do Hemoam a ser comemorado em agosto - desde que foi criado no HUGV. A homenagem constou de placa de agradecimento e com o lançamento do Prêmio Dr. Luiz Gonzaga dos Santos, que irá agraciar, conforme a ser publicado posteriormente as categorias que mais incentivarem a doação voluntária de sangue - empresas, instituições de ensino, organizações militares, entre outras.

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