Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia
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Anvisa também descarta projeto de meia-entrada

A RDC 153 / 2004 / ANVISA, que regulamenta os procedimentos de hemoterapia no país, preconiza, no seu item B.1: " A doação de sangue deve ser voluntária, anônima, altruísta e não remunerada, direta ou indiretamente." Portanto, toda e qualquer remuneração indireta deve ser descartada. O Diretor de Comunicação da SBHH, Dr. João Carlos Saraiva, acrescenta que “a meia-entrada é uma forma de remuneração indireta, posto que envolve a pecúnia.” O Diretor lembra que todos os serviços de hemoterapia do país, públicos e privados, têm rejeitado as freqüentes iniciativas de parlamentares que, embora imbuídos de sentimento de solidariedade, ferem o princípio humanitário da doação de sangue.


Sangue trocado por cinema e show: especialistas são contra.
“Somos radicalmente contra à troca de sangue por meia-entrada”. A declaração é do Dr. Carlos Chiattone, presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia- SBHH, a respeito da proposta de um deputado estadual do Rio de Janeiro, que criou um projeto de lei que dá meia-entrada para doadores regulares de sangue, em cinemas, teatros,
casas de shows, circos, museus e estádios esportivos.
O presidente da SBHH que é Chefe da Disciplina de Hematologia e Oncologia e Diretor Médico do Hemocentro da Santa Casa de São Paulo, lembrou que propostas como estas são apresentadas, com freqüência, em muitas cidades brasileiras “o que é lamentável”. Embora estas iniciativas tenham a intenção de proporcionar aumento na coleta de sangue, são acompanhadas de maior risco de omissão de informações pelos candidatos à doação, por estarem interessados no benefício oferecido a quem doa.
O especialista comentou que “não há gesto mais humano do que o de doar sangue, mas o ato deve ser voluntário e gratuito, onde o doador não recebe nada em troca.” A SBHH se posiciona, portanto, radicalmente contra este tipo de abordagem do doador.
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