A SBHH, na figura de seu presidente, subscreveu manifesto conjunto da Associação Médica Brasileira- AMB e da Associação Paulista de Medicina- APM, com sérias críticas à autorização dada pelo governo federal para abertura de mais três novos cursos de medicina no Estado de São Paulo. Na quarta-feira (21/02) o Sindicato dos Médicos de São Paulo- Simesp, também se posicionou na mesma linha crítica.
Em nota conjunta AMB e APM consideram que o governo “autorizou, de forma equivocada e irresponsável” esses novos cursos. O texto justifica que “a saúde torna-se objeto de mercantilização e o governo federal sustenta a proliferação de novos cursos de medicina, com a única intenção de atender os interesses dos empresários do ensino. Configura-se, portanto, um crime contra a população, vítima da assistência de má qualidade e contra os estudantes e suas famílias, que pagam mensalidades caríssimas por cursos precários.”
A nota destaca ainda que “está explícita aqui uma manobra política: ao mesmo tempo em que se autoriza três novas faculdades de medicina na cidade que mais médicos possui no Brasil, anuncia-se que doravante haverá um “controle” da abertura de escolas médicas. Nesse processo, seria ouvido o Conselho Nacional de Saúde – que não tem sequer representação médica definida – em detrimento das entidades médicas nacionais, como o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira.”
A AMB e a APM concluem repudiando de forma veemente “mais esta ação contra a saúde da população e a dignidade da profissão médica”.
O Presidente do Simesp, Cid Carvalhaes, denunciou que a grande maioria das novas faculdades de medicina não oferece residência médica e não mantém professores de nível adequado o que compromete a formação médica. “40% dos formandos no Brasil estão fora dos programas de residência médica e enfrentam dificuldades no mercado de trabalho”, constatou Carvalhaes. |